Roberto, Fabricio, demais listeiros ...
Poso meter o bedelho neste tema ?
Em um festival promovido pela Federação Paulista de Judo em SP, vi uma
situacao maravilhosa: Antes de iniciarem as atividades do festival, todas as
criancas (acho que a faixa etária era ate 12 anos ) foram reunidas no shiai
jo (seis areas no ginásio do São Paulo) e ouviram como deveriam proceder, as
técnicas que não seriam avaliadas (que foram inclusive demonstradas por
alunos do palmeiras da mesma faixa etária), o que aconteceria se eles as
executassem, breves (rapidíssimos mesmo) incentivos dos dirigentes e dos
grandes nomes que se fizeram presentes. As palavras vindas dos idolos,
cativaram a atencao da garotada e trabalharam os pais. O festival que se
seguiu foi um maravilhoso exemplo do judo que eu sempre gostaria de ver,
fiquei muito triste por não ter a oportunidade de mostrar a todos os meus
alunos as imagens do público, dos pais, da arbitragem, da mesa, para que
eles pudessem aprender como deveria ser SEMPRE uma competição de Judo. Um
encontro amistoso onde o RESPEITO entre todos os participantes fosse MAIOR
que os objetivos individuais de cada um.
Abracos a meus senseis virtuais
Haroldo
----- Original Message -----
From: "Roberto" <anjosrc@xxxxxxxxx>
To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Friday, October 10, 2003 6:07 AM
Subject: RES: [cevjudo-L] Roberto3 - a calmaria
> Oi Listeiros,
>
> Pois é Fabrício, nos Festivais (e não competições) Infantis que ajudei a
> implantar, além de todas as crianças ganharem brindes e medalhas, o que
> obviamente não é o suficiente, todas lutavam (ou ainda lutam, acho eu)
mais
> de uma vez, independente de terem vencido ou perdido a primeira luta. A
luta
> não terminava no primeiro ipon, a arbitragem era educativa e não punitiva
e,
> a cada evento, era feito um trabalho com os pais buscando a compreensão de
> que a vitória e a derrota são contingências. Além de outras coisas como
não
> impedir nenhuma criança de lutar porque passou do peso, diminuindo assim a
> atrocidade de fazer uma criança aos 7 anos correr com agasalhos de
plástico
> e outros bichos, o que não é indicado nem para o adulto. Cabe ressaltar
que
> essa experiência vem sendo desenvolvida na FJERJ há mais de 5 anos.
Tivemos
> alguns resultados bem positivos.
> Quanto a discussão estressar, de vez em quando é bom. Mantido o nível de
> cordialidade que tiveste, vamos longe, sem problemas.
> Uma pergunta aos amigos: Falamos de golpes a serem ensinados primeiro ou
> depois. Já defendi que a mudança no modelo de competição é um caminho para
a
> mudança na práxis dos professores/instrutores nas academias e escolas.
Vocês
> acreditam que a mudança nas regras infantis, proibindo a execução de
alguns
> golpes mais traumáticos, poderia ser um fator positivo para que houvesse
uma
> melhor análise de como começar a ensinar Judô às crianças (7 a 12 anos),
> como já acontece, por exemplo, com chaves-de-braço e estrangulamentos? Não
> seria necessária uma revisão do próprio gokyo?
>
> Um abração Fabrício e demais listeiros.
>
> Roberto Corrêa.
>
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