Oi Listeiros,
Pois é Fabrício, nos Festivais (e não competições) Infantis que ajudei a
implantar, além de todas as crianças ganharem brindes e medalhas, o que
obviamente não é o suficiente, todas lutavam (ou ainda lutam, acho eu) mais
de uma vez, independente de terem vencido ou perdido a primeira luta. A luta
não terminava no primeiro ipon, a arbitragem era educativa e não punitiva e,
a cada evento, era feito um trabalho com os pais buscando a compreensão de
que a vitória e a derrota são contingências. Além de outras coisas como não
impedir nenhuma criança de lutar porque passou do peso, diminuindo assim a
atrocidade de fazer uma criança aos 7 anos correr com agasalhos de plástico
e outros bichos, o que não é indicado nem para o adulto. Cabe ressaltar que
essa experiência vem sendo desenvolvida na FJERJ há mais de 5 anos. Tivemos
alguns resultados bem positivos.
Quanto a discussão estressar, de vez em quando é bom. Mantido o nível de
cordialidade que tiveste, vamos longe, sem problemas.
Uma pergunta aos amigos: Falamos de golpes a serem ensinados primeiro ou
depois. Já defendi que a mudança no modelo de competição é um caminho para a
mudança na práxis dos professores/instrutores nas academias e escolas. Vocês
acreditam que a mudança nas regras infantis, proibindo a execução de alguns
golpes mais traumáticos, poderia ser um fator positivo para que houvesse uma
melhor análise de como começar a ensinar Judô às crianças (7 a 12 anos),
como já acontece, por exemplo, com chaves-de-braço e estrangulamentos? Não
seria necessária uma revisão do próprio gokyo?
Um abração Fabrício e demais listeiros.
Roberto Corrêa.
-----Mensagem original-----
De: Fabricio Boscolo [mailto:fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx]
Enviada em: quinta-feira, 9 de outubro de 2003 22:55
Para: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Assunto: [cevjudo-L] Roberto3 - a calmaria
HeHe...
Nossa, depois da "roupa suja bem limpa..." HeHeHe
É isso ai, no começo achei que essa discussão ia estressar,
mas vejo que pensamos, como dito anteriormente,
congruentemente.
No que concerne a proposições para as competições infantis,
ainda não gosto desse nome, sabia?
A liga paulista de judo (www.ligadejudo.com.br) acho que é
esse o site, está com proposta interessante. Dê uma olhada no
evento Massayoshi Kawakami...
Penso que o ambiente de encontro deveria ser para promoção da
convivência, do contato...
Acho absolutamente podante uma criança participar de um
evento e assim que perde a primeira luta vai embora, ou fica
vendo os outros lutares, ganharem medalhas... acho que apenas
medalhá-la não é o melhor caminho, existe sim uma motivação
extrínseca, mas e o contexto em que ela se apresenta...?
Bem, obrigado por essa discussão Roberto.
Fabricio
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Fabricio Boscolo Del Vecchio
Mestrando em Ciências do Esporte - UNICAMP
http://www.judodaunicamp.hpg.com.br
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Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
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