cevjudo

Roberto

To: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Subject: Roberto
From: "Fabricio Boscolo" <fabricio_boscolo@xxxxxxxxxx>
Date: Thu, 9 Oct 2003 09:00:59 -0300
Olá Roberto.

Quando se fala em assumir os modelos existentes lembro muito 
de como podemos fazer para mudá-lo
Em seu texto voce mesmo explana que já tentou orienta-la por 
outras direções, embora tenha sido em vão. Acredito no nosso 
poder de mudança e transformação, assim, acredito que elas 
possam ser feitas.

"já os atletas têm mesmo é que entrar no sistema de 
treinamento desportivo de alto rendimento, desde a infância"

Não falei sistema competitivo, e afirmar isso, ao meu ver é 
um grande erro. Sou bem contrário ao sistema competitivo 
atual, tanto infantil quanto adulto.

"vejo que ele está certo, diante do modelo desumano, 
marginalizador e anti-científico de competição ao qual nossas 
crianças são submetidas. A competição passa a ser o objetivo, 
o final e, dada a reprodução do ideal de sociedade de alta
performance e sucesso, as crianças, desde de cedo, sonham em 
um dia também serem grandes campeãs, é natural."

Para mim aqui não tem nada de natural. O ser humano é por 
excelência um grande copiador. Assim, ao vivermos de 
exemplos, esses ideias são passados, cabe aos orientadores 
mudá-los. Não tenho a menor intenção de promover as 
competições infantis, sob óptica alguma, dado que acho bem 
mais interessante e proveitoso outras atividades com 
estes "judoquinhas".


"Tentei, em vão, convencer alguns colegas de que deveríamos 
mudar o foco de nossa atenção de formar atletas e campeões, 
para contribuir para uma formação permanente, pra vida toda."

Essa visão não é só sua, pode ter certeza. Diversos 
profissionais, e ai me incluo, preconizam uma certa autonomia 
pedagógica (me lembro do Jorgge Perez falando isso) acerca 
das atividades e exercícios físicos, assim, como o sensei 
Staneli fala em formar "cidadãos", na forma de pensar dele, é 
o sujeito realmente engajado na prática de atividades 
saudáveis, não só atividades fisicas.

"'como treinar o atleta' mas sim, 'para que treinar o atleta'"
É, nessa forma de observar acredito que podemos somar 
pensamentos congruentes. Tenho a visão de que uma coisa é ser 
atleta, a outra é ser sujeito praticante de exercícios 
físicos baseados nas lutas corporais, especificamente o judo. 
Uma coisa é treinar para lutar e participar de campeonatos, a 
outra é treinar para ter relações, contatos sociais, almejar 
incremento na saúde, sem correr o risco de quebrar um dedo na 
competição e ter que se explicar ao chefe (se imagine como 
dentista nessas horas).
Por isso vejo que não estou muito errado... Se não se tem 
grandes pretenções competitivas, não há necessidade de 
grandes estímulos para tal.

Ao contrário de voce não fui um competidor por excelência, 
mesmo pq nunca foi o objetivo do meu professor direcionar as 
atividades para tal. Lembro bem quando ele falava, que qria 
primeiro formar homens, depois competidores... (poucos desses 
competidores chegaram a surgir)


"Temos que rediscutir os objetivos das competições infantis; 
que regras devem ser adotadas para que esses objetivos possam 
ser garantidos; uma forma de participação que respeite 
diferenças que vão além, simplesmente, da idade e do peso"

Estmaos aberto, a lista é para tal. Até somo a isso a 
pergunta: Por que não se pode colocar indivíduos de até 10 
anos (aproximadamente) do mesmo gênero participando juntos?
Na verdade, para mim, aos 10 anos nem se deveria entrar num 
shiai-jo. Acho que deveriam ter outras formas de encontro, 
participação...

Fabricio
____________________________________________
Fabricio Boscolo Del Vecchio
Mestrando em Ciências do Esporte - UNICAMP
http://www.judodaunicamp.hpg.com.br

 
---
Acabe com aquelas janelinhas que pulam na sua tela.
AntiPop-up UOL - É grátis! 
http://antipopup.uol.com.br



<Anterior em Tópico] Tópico Atual [Próximo em Tópico>