Como prometido vou digitar a parte do livro de Ed Parker que diz respeito as
formas de graduação e sua ligação com o código de cor de faixas. Segundo ele se
havia alguma referência deve estar ligado a algum padrão chinês, mas fica no
"pode ter sido" (o livro até apresenta um histórico interessante sobre o do pq
o Templo Shaulin foi destruído duas vezes, por questões políticas, se quiserem
me dão um toque e eu digito esta parte também).
--------------------------------------------------------------------------------
Capítulo 4
Padrões Chineses de Eficiência
"No sistema chinês de ch'uan-shu ("a arte do punho") não há emblema,
certificado ou qualquer ornamento pra indicar o grau de eficiência na arte. Há,
contudo, diversos métodos de distinguir o discípulo do mestre. No sistema
japonês, a classificação por faixas designa a eficiência de cada um. No sistema
chinês de ch'uan-shu, depois de se dedicar de12 a 15 anos à prática e
aprendizado constantes, o estudioso pode ser considerado um instrutor, não um
professor.
Desde a fixação de faixas coloridas individuais para indicar a categoria de
cada um no sistema japonês, os padrões da avaliação foram se desenvolvendo e
hoje já não pode haver mais qualquer controle. Por causa dos inúmeros estilos
praticados, os padrões não podem ser coerentes. Um alto grau de faixa preta
numa escola pode ser equivalente a um baixo grau de faixa preta em outra.
Ao que tudo indica, o sistema de cores usado pelos japoneses pode ter sido
adotado originalmente da cultura chinesa. Durante o período Ch'ing e talvez
mesmo antes, já existia um sistema de oito estandartes. Esse sistema dividia
toda a raça manchu em milicianos ou homens que podiam ser convocados às armas a
qualquer momento, cada um servindo sob um estandarte específico. Na verdade
havia quatro cores básicas de estandartes: amarelo, branco, azul e vermelho. Os
outros eram os estandartes subsidiários, com uma faixa verde, vermelha ou preta
na beira. As altas autoridades imperiais da China também eram diferenciadas
pela cor. O amarelo era utilizado pelo Imperador e era tabu para quaisquer
outros que não os conselheiros imperiais. O vermelho e azul eram usados pelas
altas autoridades. "
--------------------------------------------------------------------------------
BIBLIOGRAFIA:
PARKER, Ed. Segredos do KARATÊ CHINÊS. Record, Rio de Janeiro, RJ.
3a. Ed. 1963 - pg 31-2.
--------------------------------------------------------------------------------
Olha para quem gosta de leitura, trata-se de um bom livro sobre o histórico do
que ele chama de "Karatê Chinês", desde sua origem até o desenvolvimento do
Karatê no Japão. Também temos algumas informações polêmicas como a perca de
técnicas chinesas com passar dos tempos, que "estão enterradas para sempre com
seus mestres".
Embora seja um livro antigo, ele é muito interessante.
Gilsmy Albert Malaquias Boscolo
Prof. Educação Física
000442-G/SP
gamb@xxxxxxxxxxxxxxx
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
|