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Re: [cevjudo-L] Algumas considerações sobre o número

To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Subject: Re: [cevjudo-L] Algumas considerações sobre o número
From: "Alexandre Drigo" <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>
Date: Mon, 25 Aug 2003 14:56:28 -0300
Oi Júnior;
No processo de validação do observador descrito por alguns autores de
medidas e avaliações (Matheus, Kokubun, etc) descreve que se a consistências
dos dados observados por diferentes observadores seja de 95%, ou seja, se
pegarmos nossos observadores ou avaliadores e seus resultados coincidirem em
95% podemos considerar que o instrumento seja objetivo para esses
observadores.Nisso me baseio.
Concordo com suas questões que percebo com uma moralidade da ciência,
inclusive já escrevi um texto sobre o assunto no I SPEF da UNESP que tratava
do assunto, com o título: "Investigações em Artes Marciais: ciência ou
reducionismo ao senso comum"...., onde critiquei essa prática de "passagem
das verdades" de academia para textos pseudocientíficos sem a menor
tentativa de verificar a veracidade ou consistências das observações. Por
ex. teve um cara que relacionou a Ciência da Motricidade Humana de Manoel
Sérgio com Jigoro Kano pois o "Sensei" Kano se não fosse o precursor, teria
Compreendido a Ciência da MH mesmo antes de ser publicada e assim caminha a
Humanidade....
Abraço
Alexandre

----- Original Message -----
From: "Junior Lista" <juniorlistas@xxxxxxxxxxxx>
To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Monday, August 25, 2003 12:06 PM
Subject: [cevjudo-L] Algumas considerações sobre o número


> Olá pessoal,
>
> Eu novamente,
>
> --- Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx> escreveu:
> > Não Amigo Mauro, não é essa minha colocação....
> > Agora que reconheci o Jr, tudo bem, acredito no
> > seu conhecimento, porém
> > há alguma interferência em nossa ciência que
> > diversas vezes são conflitantes:
>
> > Onde vejo esses conflitos;
> > 1) Para nossa EF, que trabalhamos com modelos
> > Humanos com difícil
> > controle, se formos utilizar a "risca" todo modelo
> > estatístico, válidos para
> > as ciências biológicas e matemáticas, iremos
> > restringir nossa pesquisa....
> > pq vc não controla o padrão da pessoal, quando o
> > modelo é animal vc fica com
> > ele a sua disposição sobre condições laboratoriais
> > ideais, para o homem não
> > dá certo ele é dono de seu desejo.... Por isso que
> > existe uma discussão
> > eterna entre nossos testes, se é controlado ou no
> > laboratório, não há
> > validade para o campo e vice-versa. Por isso eu
> > defendo o Haroldo, porque
> > por maior interferência apresentada, são dados de
> > campo, não do laboratório.
>
> Concordo com vc e faço eco. Porém, temos que nos
> deter às exigências mínimas, pois somente assim
> garantimos consistências. Por exemplo, o conceito de
> aletoriedade utilizado em estatística não pode ser
> aplicado em saúde ou humanidades. Portanto, temos a
> necessidade torná-lo flexível, o que sempre fazemos.
> Eu insisto neste ponto Alexandre, por já ter lido
> diversos trabalhos (artigos e teses, algumas
> defendidas
> com louvor), cujos métodos empregados estavam errados,
> consequentemente invalidavam todo trabalho. As idéias
> que lancei ao Haroldo visam tão somente expressar esta
> preocupação e destacar os aspectos operacionais da
> tomada de dados.
>
> > 2) Novamente medições feitas em dobras por um
> > único observador é o
> > ideal, porém, posso calcular anteriormente a
> > fidedignidade de meu teste
> > para verificar a consistência de seus dados perante
> > a diferentes
> > observadores observadores ou avaliadores, novamente
> > pensando em dados de campo....
>
> Desculpe-me, mas este procedimento fornece a
> estimativa de erro entre os observadores. Mas o que
> fazer com ele ? Ou melhor, o quanto tal erro impacta
> nas aferições ? Devemos lembrar que as estimativas
> (média e desvio-padrão por exemplo) também têm erros
> associados, então temos aqui erro sobre erro. Se este
> somatório mse mantiver constante, tudo bem, mas caso
> contrário temos grandes problemas. A questão é como
> garantir que a soma de erros é constante ?
>
>
> > 3) Investigações sobre o judô são tão rara que
> > neste momento acho que
> > discutir "preciosidades" meio irreal, necessitamos
> > de dados mais do que
> > nunca e, ...."se for o caso nóis detona eles"......
> > mais precisamos coletar....
>
> Novamente farei eco com a consideração sobre
> investigações de judô e necessidade de dados. Mas, não
> temos aqui "preciosidades" meio irreal. São
> preocupações metodológicas. Acredito que temos que
> utilizar conceitos consistentes para obtermos
> respostas coerentes. A pouca preocupação com métodos,
> originou o livro "Imposturas Intelectuais" onde Sokal
> e Bricmount destrõem os trabalhos de diversos
> renomados pesquisadores.
> Alexandre, com todo respeito, o que torna um
> trabalho respeitado é o conjunto materiais e métodos e
> seus desdobramentos, nada mais que isto. Eu de forma
> alguma quero ensinar qualquer coisa a alguém, mas
> tenho muita preocupação com as conseqüências de
> trabalhos bem elaborados, mas sem muito rigor
> metodológico. Vc e os demais membros da lista
> seguramente têm experiência e competência para
> filtrar, mas muitos profissionais não dispõem destes
> atributos e utilizam os trabalhos sem qualquer senso
> crítico, resultados: lesões, dietas loucas,
> treinamentos inadequados, dores, ...
>
>
> > 4) novamente Jr, em momento algum duvidei da sua
> > capacidade, percebi
> > pelo primeiro e-mail, mais é que me empolgo em
> > discutir ciência,
> > principalmente a EF, e tb sou biólogo, por isso
> > entrei nessa, Pois tb fiz
> > pesquisas com peixes, por incrível que pareça, e
> > tínhamos 3000 amostras no
> > mínimo para o um tratamento estatístico, mais com o
> > modelo humano,
> > precisamos pensar em oportunidades, os sujeitos não
> > estão apenas disponíveis
> > como peixes, ratos, etc... e quem trabalha com
> > humanos (não profissionais
> > como no exterior que as "cobaias" são pagas) o
> > quanto é difícil....
>
> Jamais passou pela minha cabeça qualquer
> questionamento sobre as suas observações no tocante a
> vc duvidar da minha capacidade. Somos profissionais e
> somente podemos nos desenvolver através de leitura,
> experiências e conversas. Acredito ser a troca, a
> maneira mais adequada para impulsionarmos qualquer
> área. Desde já, vc está convidado para um jantar o
> almoço, levemos o Mauro, pois alguém precisará pagar.
> Fico feliz em saber que vc também é biológo, e
> concordo com suas colocações sobre oportunidades.
> Minhas idéias são limitada a operacionalização.
>
> A grande abraço a todos,
>
>
> Junior
>
>
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