Olá Rodrigo e demais listeiros,
a pesquisa não é minha, nem os outros textos são meus, apenas os repassei à
lista!
Sobre sua msg:
"será que a capacidade aeróbia é um determinante no sucesso competitivo dos
judocas, e em que nível?"
Creio que é um requisito importante para a formação e para o desempenho do
judoca, que não pode ficar legado a segundo plano, devendo estar inserido
dentro do processo de treinamento.
"A capacidade aeróbia, a princípio, é importante, pois auxilia na remoção do
lactato sanguíneo pós-lutas, de acordo com as pesquisas do prof. Franchini.
Porém, não se tem respondido como será durante o combate, já que o sistema de
tamponamento do sangue, realizado pelo fígadoe coração, não tem tempo hábil
para remover o lactato, já que ele é produzido ininterruptamente na luta ? De
acordo com Verkoshansky (1995)**, 70% do lactato produzido pelo
organismo será removido pelos próprios músculos esqueléticos, através das
mitocôndrias presentes no tecido muscular, em trabalhos onde se utiliza 70% do
VO2máx. Dizer que o metabolismo aeróbio pode ser mais importante que o
anaeróbio é cedo, por isso, as pesquisas podem andar um pouco nessa direção."
A vantagem da remoção do lactato esta na glicogenolise, mas pelos trabalhos do
Franchini, se não me engano, isso não teve mudança significativa na
performance, uma maior remoção ou não do lactato sanguíneo.
O tamponamento sanguíneo é realizado pelos tampões fisiológicos bicarbonato
(principal), fosfato e protéicos, já o coração, fígado emúsculos esqueléticos
inativos são consumidores de lactato, não tampões!
Essa Porcentagem de 70% VO2máx. citada pelo Verkoshansky é uma afirmação
perigosa, ainda mais que sabemos que, a intensidade de 70% do VO2máx. para uma
pessoa pode ser muito alta, ja para outras, pode estar abaixo do limiar
"anaeróbio"!
É difícil dizer que um metabolismo é mais importante que o outro, creio que o
importante é como vc trabalha estes metabolismos em função do esporte em
questão!
"Por isso, questiono o prof. Marinho: como poder afirmar que o treinamento em
circuito reproduz a demanda energética semelhante a de um combate de judô após
a terceira passagem, já que não existe uma mobilizaçãodo complexo do
sistema neuromuscular em situação específica do combate?"
Ele pode afirmar sim, que a demanda de determinado metabolismo
energéticoreproduz a outra, mas será que isso terá uma real transferência pro
judô (de uma pra outra), será que na totalidade, um reproduz o outro? Ai creio
que não, penso no sistema neuro-muscular como vc!
"Continuo a bater na mesma tecla: devemos discutir os meios, chegar a
dizercategoricamente que tal método reproduz uma luta, e sem a referência de
uma pesquisa que mostre isso, através de análise de rendimento, seja por
metabolismo, índice de fadiga biomotora, ou outros pensáveis, é ficar no mesmo
tratamento que o judô contemporâneo ainda sofre do judôtradicional"
Acho pertinente sua colocação! Concordo plenamente!
"O próprio professor se contradiz em seu texto, pois ele discute que o
aperfeiçoamento da técnica deve ser feito com intervalos maiores... mas em que
período da planificação ? No geral, eu até concordo (em certoponto), mas no
específico, deve-se treinar a técnica em estado de fadiga compensada, pois será
esse o caráter específico encontrado no judô, e logo abaixo, através de
Barbanti (1996), ele exalta a Especificidade como um dos princípios básicos do
treinamento desportivo. E tambémdeve ser pontuado que não adianta mais pensar
na luta em 5 minutos, poisagora o combate pode se estender até 10 minutos, e
aí, se esvazia, de certo modo, as considerações do prof. Franchini que datam de
1999."
Perfeito! Vejo que muitos vêem a especificidade apenas no que tange aos
movimentos e não à toda estrutura do esporte em questão.
Abraços,
Paulo Azevedo
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
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