cevjudo

Algumas considerações sobre o número

To: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Subject: Algumas considerações sobre o número
From: Junior Lista <juniorlistas@xxxxxxxxxxxx>
Date: Mon, 25 Aug 2003 12:06:24 -0300 (ART)
Olá pessoal,

Eu novamente,

--- Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx> escreveu:
> Não Amigo Mauro, não é essa minha colocação....
> Agora que reconheci o Jr, tudo bem, acredito no
> seu conhecimento, porém
> há alguma interferência em nossa ciência que
> diversas vezes são conflitantes:

> Onde vejo esses conflitos;
> 1) Para nossa EF, que trabalhamos com modelos
> Humanos com difícil
> controle, se formos utilizar a "risca" todo modelo
> estatístico, válidos para
> as ciências biológicas e matemáticas, iremos
> restringir nossa pesquisa....
> pq vc não controla o padrão da pessoal, quando o
> modelo é animal vc fica com
> ele a sua disposição sobre condições laboratoriais
> ideais, para o homem não
> dá certo ele é dono de seu desejo.... Por isso que
> existe uma discussão
> eterna entre nossos testes, se é controlado ou no
> laboratório, não há
> validade para o campo e vice-versa. Por isso eu
> defendo o Haroldo, porque
> por maior interferência apresentada, são dados de
> campo, não do laboratório.

Concordo com vc e faço eco. Porém, temos que nos
deter às exigências mínimas, pois somente assim
garantimos consistências. Por exemplo, o conceito de
aletoriedade utilizado em estatística não pode ser
aplicado em saúde ou humanidades. Portanto, temos a
necessidade torná-lo flexível, o que sempre fazemos. 
Eu insisto neste ponto Alexandre, por já ter lido
diversos trabalhos (artigos e teses, algumas
defendidas
com louvor), cujos métodos empregados estavam errados,
consequentemente invalidavam todo trabalho. As idéias
que lancei ao Haroldo visam tão somente expressar esta
preocupação e destacar os aspectos operacionais da
tomada de dados.

> 2) Novamente medições feitas em dobras por um
> único observador é o
> ideal, porém, posso calcular anteriormente a 
> fidedignidade de meu teste
> para verificar a consistência de seus dados perante
> a diferentes
> observadores observadores ou avaliadores, novamente
> pensando em dados de campo....

Desculpe-me, mas este procedimento fornece a
estimativa de erro entre os observadores. Mas o que
fazer com ele ? Ou melhor, o quanto tal erro impacta
nas aferições ? Devemos lembrar que as estimativas
(média e desvio-padrão por exemplo) também têm erros
associados, então temos aqui erro sobre erro. Se este
somatório mse mantiver constante, tudo bem, mas caso
contrário temos grandes problemas. A questão é como
garantir que a soma de erros é constante ? 


> 3) Investigações sobre o judô são tão rara que
> neste momento acho que
> discutir "preciosidades" meio irreal, necessitamos
> de dados mais do que
> nunca e, ...."se for o caso nóis detona eles"......
> mais precisamos coletar....

Novamente farei eco com a consideração sobre
investigações de judô e necessidade de dados. Mas, não
temos aqui "preciosidades" meio irreal. São
preocupações metodológicas. Acredito que temos que
utilizar conceitos consistentes para obtermos
respostas coerentes. A pouca preocupação com métodos,
originou o livro "Imposturas Intelectuais" onde Sokal
e Bricmount destrõem os trabalhos de diversos
renomados pesquisadores. 
Alexandre, com todo respeito, o que torna um
trabalho respeitado é o conjunto materiais e métodos e
seus desdobramentos, nada mais que isto. Eu de forma
alguma quero ensinar qualquer coisa a alguém, mas
tenho muita preocupação com as conseqüências de 
trabalhos bem elaborados, mas sem muito rigor
metodológico. Vc e os demais membros da lista
seguramente têm experiência e competência para
filtrar, mas muitos profissionais não dispõem destes
atributos e utilizam os trabalhos sem qualquer senso
crítico, resultados: lesões, dietas loucas,
treinamentos inadequados, dores, ... 


> 4) novamente Jr, em momento algum duvidei da sua
> capacidade, percebi
> pelo primeiro e-mail, mais é que me empolgo em
> discutir ciência,
> principalmente a EF, e tb sou biólogo, por isso
> entrei nessa, Pois tb fiz
> pesquisas com peixes, por incrível que pareça, e
> tínhamos 3000 amostras no
> mínimo para o um tratamento estatístico, mais com o
> modelo humano,
> precisamos pensar em oportunidades, os sujeitos não
> estão apenas disponíveis
> como peixes, ratos, etc... e quem trabalha com
> humanos (não profissionais
> como no exterior que as "cobaias" são pagas) o
> quanto é difícil....

Jamais passou pela minha cabeça qualquer
questionamento sobre as suas observações no tocante a
vc duvidar da minha capacidade. Somos profissionais e
somente podemos nos desenvolver através de leitura,
experiências e conversas. Acredito ser a troca, a
maneira mais adequada para impulsionarmos qualquer
área. Desde já, vc está convidado para um jantar o
almoço, levemos o Mauro, pois alguém precisará pagar. 
Fico feliz em saber que vc também é biológo, e
concordo com suas colocações sobre oportunidades.
Minhas idéias são limitada a operacionalização.

A grande abraço a todos, 


Junior



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