Roberto e demais listeiros:
Verdade seja dita, não é só por dinheiro que as federações não melhoram,
eu pessoalmente e muitos de nós da lista estaríamos colaborando com as
federações gratuitamente para a melhora dessa "cientificidade perdida", pois
o judõ está ligado a nossa história. Portanto concordo com o Roberto que "Na
verdade, antes mesmo de pensarmos na imprescindível cientificidade aplicada
ao treinamento, temos que pensar na cientificidade aplicada à organização e
administração do desporto. Pois é esse elemento que ata nossas mãos e apenas
ex-atletas brilhantes como atletas mais medíocres como conhecedores das
necessidades para ser técnicos, estão e estarão nesse cargo.
Abraço a todos
Alexandre
----- Original Message -----
From: "Roberto" <rcdosanjos@xxxxxxxxxx>
To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Sunday, August 10, 2003 7:22 PM
Subject: RES: [cevjudo-L] Pan
> Oi Drigo e demais listeiros,
>
> Primeiro, agradeço ao Rodrigo a lembrança e reforço seus votos de feliz
dias
> dos pais aos demais listeiros.
> Assino embaixo a insatisfação dos colegas. E, preocupado com a chamada que
o
> Rodrigo fez, voltada para a necessidade de encontrarmos soluções para o
> problema, penso que deveríamos identificar onde residem suas causas reais
e,
> assim buscarmos contribuir. Na verdade, antes mesmo de pensarmos na
> imprescindível cientificidade aplicada ao treinamento, temos que pensar na
> cientificidade aplicada à organização e administração do desporto.
> A captação de recursos depende de uma política de marketing
> profissionalizada que deve estar, necessariamente vinculada a uma marca
> forte. Ninguém investe em algo cujo retorno não seja visível. Não podemos
> dizer que a marca CBJ seja algo palatável. Sem recursos torna-se
> praticamente impossível desenvolver políticas voltadas ao desenvolvimento
de
> recursos humanos capacitados.
> Considerando que os atletas integrantes de uma seleção têm origens em
> diferentes Estados da União, mesmo reconhecendo uma centralização no
> sul-sudeste do país, qualquer iniciativa de alto nível (falo em alto nível
> organizacional, administrativo, político e não somente de resultados,
mesmo
> porque esses são conseqüências), depende de uma ação de descentralização,
> buscando formar novos quadros em todas as regiões.
> No Brasil, é comum as entidades administradoras dos desportos só se
> preocuparem com os atletas quando estes já estão formados. Salvo
raríssimas
> exceções, não há um projeto de desenvolvimento que privilegie a formação
> daqueles que possam contribuir com a implementação desse projeto e com a
> formação de novos quadros. Em síntese, o esporte brasileiro, em especial o
> Judô, vive de seus fenômenos e não de políticas de desenvolvimento do
> esporte. Congressos de técnicos, de administradores, de professores de
Judô
> deveriam ser uma preocupação das entidades (aplausos para as modestas, mas
> pioneiras iniciativas de algumas federações) pois dessa forma,
melhoraríamos
> esse quadro de, como bem disse o Drigo, analistas de boteco.
> Mas será que isso interessa aos nossos atuais administradores? Dividir o
> conhecimento (????) e conseqüentemente o poder, em geral, não faz parte da
> cartilha dos cartolas esportivos brasileiros.
> Querem tristeza e exemplo maior da falta de porte da marca Judô: 3 atletas
> brasileiros disputando medalhas de ouro enquanto escrevo e eu, com uns 80
> canais de tv a cabo não consigo assistir uma lutinha sequer. Mas para
minha
> alegria, a SPORTV está passando beisebol. Pobre ex-judoca que, apesar de
> todos os contratempos ainda vibra com as tais medalhas. Fazer o que?
>
> Abraços a todos.
>
> Roberto Corrêa.
>
> -----Mensagem original-----
> De: Alexandre Drigo [mailto:ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx]
> Enviada em: domingo, 10 de agosto de 2003 18:40
> Para: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
> Assunto: Re: [cevjudo-L] Pan
>
> Oi pessoal,
> Bem, não somente estou contente com os resultados de nossas discussões
e
> estou em dívida de algumas observações minhas na lista, principalmente ao
> Haroldo e ao Roberto cujos debates são mais apreciáveis por minha parte,
> porém, já que estamos no Pan, vou colaborar com o debate.
> Em primeiro lugar concordo com os posicionamentos dos nossos
debatedores
> anteriores (Paulo, Fabrício e Rodrigo) e ainda acrescentaria que as
> declarações do ténico Luiz Shinohara nostra como o judõ é mediocre em
termos
> competitivos para o alto nível somando-se o Fabrício , Como um técnico
fala
> em trauma do Pan? Como o Técnico aceita levar um atleta acima do peso?
Como
> um técnico não sabe o que é ser técnico e para que ele serve? Declarações
> como: "Henrique podia ter ido mais para cima do adversário", para mim ,o
> dono do buteco da esquina de casa faz essa "maravilhosa" reflexão
> técnico-tática de um esquema todo elabarado de uma luta de pan americano.
> Que judô é esse, que alto nível é esse?
> Abraços
> Alexandre
>
>
>
>
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> Leia a NETIQUETA das listas do CEV: http://www.cev.org.br/listas/dicas.htm
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