Oi Drigo e demais listeiros,
Primeiro, agradeço ao Rodrigo a lembrança e reforço seus votos de feliz dias
dos pais aos demais listeiros.
Assino embaixo a insatisfação dos colegas. E, preocupado com a chamada que o
Rodrigo fez, voltada para a necessidade de encontrarmos soluções para o
problema, penso que deveríamos identificar onde residem suas causas reais e,
assim buscarmos contribuir. Na verdade, antes mesmo de pensarmos na
imprescindível cientificidade aplicada ao treinamento, temos que pensar na
cientificidade aplicada à organização e administração do desporto.
A captação de recursos depende de uma política de marketing
profissionalizada que deve estar, necessariamente vinculada a uma marca
forte. Ninguém investe em algo cujo retorno não seja visível. Não podemos
dizer que a marca CBJ seja algo palatável. Sem recursos torna-se
praticamente impossível desenvolver políticas voltadas ao desenvolvimento de
recursos humanos capacitados.
Considerando que os atletas integrantes de uma seleção têm origens em
diferentes Estados da União, mesmo reconhecendo uma centralização no
sul-sudeste do país, qualquer iniciativa de alto nível (falo em alto nível
organizacional, administrativo, político e não somente de resultados, mesmo
porque esses são conseqüências), depende de uma ação de descentralização,
buscando formar novos quadros em todas as regiões.
No Brasil, é comum as entidades administradoras dos desportos só se
preocuparem com os atletas quando estes já estão formados. Salvo raríssimas
exceções, não há um projeto de desenvolvimento que privilegie a formação
daqueles que possam contribuir com a implementação desse projeto e com a
formação de novos quadros. Em síntese, o esporte brasileiro, em especial o
Judô, vive de seus fenômenos e não de políticas de desenvolvimento do
esporte. Congressos de técnicos, de administradores, de professores de Judô
deveriam ser uma preocupação das entidades (aplausos para as modestas, mas
pioneiras iniciativas de algumas federações) pois dessa forma, melhoraríamos
esse quadro de, como bem disse o Drigo, analistas de boteco.
Mas será que isso interessa aos nossos atuais administradores? Dividir o
conhecimento (????) e conseqüentemente o poder, em geral, não faz parte da
cartilha dos cartolas esportivos brasileiros.
Querem tristeza e exemplo maior da falta de porte da marca Judô: 3 atletas
brasileiros disputando medalhas de ouro enquanto escrevo e eu, com uns 80
canais de tv a cabo não consigo assistir uma lutinha sequer. Mas para minha
alegria, a SPORTV está passando beisebol. Pobre ex-judoca que, apesar de
todos os contratempos ainda vibra com as tais medalhas. Fazer o que?
Abraços a todos.
Roberto Corrêa.
-----Mensagem original-----
De: Alexandre Drigo [mailto:ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx]
Enviada em: domingo, 10 de agosto de 2003 18:40
Para: cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Assunto: Re: [cevjudo-L] Pan
Oi pessoal,
Bem, não somente estou contente com os resultados de nossas discussões e
estou em dívida de algumas observações minhas na lista, principalmente ao
Haroldo e ao Roberto cujos debates são mais apreciáveis por minha parte,
porém, já que estamos no Pan, vou colaborar com o debate.
Em primeiro lugar concordo com os posicionamentos dos nossos debatedores
anteriores (Paulo, Fabrício e Rodrigo) e ainda acrescentaria que as
declarações do ténico Luiz Shinohara nostra como o judõ é mediocre em termos
competitivos para o alto nível somando-se o Fabrício , Como um técnico fala
em trauma do Pan? Como o Técnico aceita levar um atleta acima do peso? Como
um técnico não sabe o que é ser técnico e para que ele serve? Declarações
como: "Henrique podia ter ido mais para cima do adversário", para mim ,o
dono do buteco da esquina de casa faz essa "maravilhosa" reflexão
técnico-tática de um esquema todo elabarado de uma luta de pan americano.
Que judô é esse, que alto nível é esse?
Abraços
Alexandre
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