Dois bronzes: o fraco saldo brasileiro, no primeiro dia
JUDOBRASIL - 09'Ago'2003
http://www.judobrasil.com.br/2003/judobrasil097.htm
Um resulto muito abaixo das expectativas: tanto do público que acompanha do
Judô quanto da comissão técnica que reconheceu a possibilidade de subir em
todos os pódiuns.
A maior surpresa ficou por conta da derrota do gaúcho João Derly (-60kg)
para judokas sem expressão internacional e cartéis muito aquém do
brasileiro.
O técnico Luis Shinohara que nos desculpe: mas atribuir o fraco desempenho a
"um trauma de pan", é difícil de aceitar. Derly é um atleta experiente que
já venceu uma final de mundial (júnior), disputou uma final no maior
"caldeirão" do Judô internacional (Torneio de Paris), venceu os Jogos
Sul-americanos'2002... Convenhamos: lutar em um ginásio pequeno, em Santo
Domingo, não foi novidade. Para se ter uma idéia, o ginásio da Sogipa (clube
que o gaúcho defende), é bem maior. Aconteceu alguma coisa que, com o tempo,
vamos acabar sabendo. Por enquanto, vamos ficar com a teoria que "os dois
quilos perdidos em dois dias e o afastamento das competições internacionais
por pouco mais de um ano" foram os principais adversários de Derly. E,
nisso, a Confederação Brasileira de Judõ (CBJ) tem uma parcela de culpa.
O atraso no julgamento do processo por doping - ficou parado cinco meses -
impediu que Derly integrasse a equipe que participou do Circuito Europeu, no
início deste ano, e ganhasse ritmo de competição. Sobre o controle de peso,
tanto o atleta quanto a comissão técnica têm culpa pela falta de controle.
Henrique Guimarães (-66kg), o mais experiente da equipe, também teve um
desempenho abaixo do esperado. Para um atleta com a sua experiência e que
sonha com uma boa participação no mundial e em Atenas, muita coisa deverá
ser revista. Ser derrotado por um porto-riquenho na primeira rodada, a um
mês do Campeonato Mundial, é preocupante.
Entre as meninas, Fabiane Hukuda rendeu conforme previsto: perder para a
cubana Amerilis Savón (vice-campeã) era esperado. O bronze foi bem-vindo.
Ser derrotada pela cubana Danieska Carrión (brinze no mundial'2001) não foi
demérito para Marli Midori. Perder para a venezuelana, na disputa pelo
bronze...: a brasileira podia ter ido melhor, apesar da inexperiência.
Amanhã, serão disputadas as categorias leve (Tânia Ferreira e Luis Camilo) e
meio-médio (Vânia Ishii e Flávio Canto). No masculino o Brasil tem plenas
chances de vencer; no feminino, mais cubanas esperam. É aguardar para ver.
JUDOBRASIL
Abraços,
Paulo Azevedo
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