Oi Ale e demais amigos do Judô
Felizmente o Judô nacional parece estar querendo largar a tendência tecnicista e
passar a criação de um modelo nacional como o volleyball começou a fazer nso
anos 80 ;o)
Quanto à proposta do Verkoshanski de cargas concentradas, ou periodização em
blocos, sei que o Luciano Matheus que é o técnico de Barueri tem usado essa
proposta com bons resultados nos judocas de lá, principalmente por ela estar
baseada no treinamento de força que é essencial no Judô. Todavia cabe ressaltar
a importância de se adequar a periodização às qualidades individuiais dos
judocas para que não seja adotada uma receita de bolo. Será que um judoca
ligeiro tem as mesmas necessidades de capacidades de um pesado? E dentre os
ligeiros, são tosdos semelhantes?
São essas as minha indagações.
Um forte abraço a todos,
Mauro Gurgel
Citando Alexandre Drigo <ADRIGO@xxxxxxxxxxxxxx>:
> Oi Pessoal:
> Vamos para a discussão novamente, mais em primeiro lugar, gostaria de
> deixar claro que as discussões estão muito prazerosas tanto de participar,
> quanto de ler. Parabéns ao Roberto por puxar as discussões de maneira
> efetiva, ao Haroldo pela sua garra em discutir e ao Paulo Azevedo por não
> deixar a lista ter caído no esquecimento (lembrando que ele deu o Hajime
> inicial para o retorno de nossas discussões).
> Quanto a discussão em si, os modelos sociais (Maurí, desculpe invadir
> sua área) influenciam tb o modelo esportivo, no caso da discussão de 1000
> entradas e treinamento compartimentado em módulos (randori, nague-ai,
> uchikomi,etc), me faz refletir ao Fordismo, ou seja o modelo de produção em
> série aplicado ao esporte, que durante muito tempo foi acreditado que era o
> treinamento ideal, o do "quanto mais fazer melhor o atleta fica". Da mesma
> forma que os operários faziam a linha de produção sem cognição, apenas por
> automatismo (vide "Tempos Modernos), tb os atletas participaram desse ideal
> em suas atividades, no caso do judô, vejo (pessoal) que produzir quantidade
> alta de golpes vc perde elementos de aprendizagem e concentração ou cognição
> no desenvolvimento da técnica (sem contar a falta de prazer), randori por
> randori, vc se adapta a luta dos parceiros de academia sem necessariamente
> melhora da qualidade técnica efetivamente além de contribuir para rivalidade
> entre os próprios atletas envolvidos. Então da mesma forma que o modelo de
> produção proporcionou discussões e adaptações na indústria moderna, tb o
> esporte ou atividade física tb se modificou (ou pelo menos deveria). No
> texto que o Haroldo passou (não li) mais dei uma olhada e parece que ele vai
> sugerir períodos de treinamento, ou periodização, achei interessante, vou
> ler mais com calma o artigo, mais pelo que vi já é uma proposta diferenciada
> para o judô, atrasada é claro, mais uma proposta diferenciada. Hoje estão
> discutindo para treinamento de alto nível o que chamam cargas concentradas
> de força, a treinamento de periodização ao que parece já está ultrapassado,
> os Russos, que criaram esse modelo, já não utilizam desde a década de 90,
> parece recente, mais o mundo esportivo é demasiada rápido para pedermos
> tempo. Ah, e como bom brasileiro, gostaria de ressaltar que aqui no Brasil
> tem gente de qualidade sem espaço nas artes marciais que poderiam
> engrandecer o esporte assim como o tênis está fazendo, não precisam trazer
> cubanos, acho que primeiro deveria se esgotar as "potencialidades"
> nacionais, depois dar moral para outros.
> {]s Alexandre
>
>
> ----- Original Message -----
> From: "Haroldo de Lima Arouca" <arouca@xxxxxxxxxxxx>
> To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> Sent: Thursday, July 31, 2003 6:31 PM
> Subject: Re: [cevjudo-L] Porque uma didática para o Judô?
>
>
> > Oi Roberto, demais amigos da lista...
> >
> > Sim, é isto que quero dizer ... não penso em procedimentos do tipo
> "receita
> > de bolo", peque dois alunos, ponha no dojo, faca 1000 entradas por dia de
> > uma técnica ou duas(de preferência de manhã antes do sol nascer) e ao
> final
> > de dois ou três anos terás dois belos campeões ... credo ... tô arrepiado
> só
> > em imaginar ... penso em formas de tornar o processo de aquisição de
> > conhecimentos adequado na idade certa, sugerir métodos ou técnicas para
> > orientar (não tenho a mínima intenção de abafar a criatividade de nossos
> > 'senseis' os obrigando a seguir uma cartilha, penso em diretivas, nortes)
> a
> > docência, sistematizar os conteúdos para que se tornem uniformes, e não
> > existam tantas diferenças entre os faixas roxas do Rio de Janeiro e os de
> > Rondônia, claro que uns treinarão com o objetivo de aprender, outros de
> > recreio outros de socialização, e poucos para serem campeões, isso
> independe
> > de nossa vontade, mas todos teríamos um judo de qualidade a oferecer. Esta
> > experiência está sendo feita pelo tênis no Brasil, vejo os profissionais
> que
> > trabalham com esta modalidade esportiva participando de encontros,
> > seminários, e reciclagens com estes objetivos, organizados pela sua
> > confederação, que tem a preocupação de formar mais Gugas ... Por mais
> > improvável que pareça esta tentativa, tem gerado bons resultados. Será que
> > não serve para nós ????????????
> >
> >
> > Abraços
> > Haroldo de Lima Arouca.
> >
> >
> >
> >
> > ----- Original Message -----
> > From: "Roberto" <rcdosanjos@xxxxxxxxxx>
> > To: <cevjudo-L@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
> > Sent: Thursday, July 31, 2003 6:10 PM
> > Subject: RES: [cevjudo-L] Porque uma didática para o Judô?
> >
> >
> > > Concordo com vc Haroldo.
> > > Alguns desses métodos, em minha opinião, dificultam mais do que auxiliam
> o
> > > processo de aprendizagem das habilidades técnicas, principalmente se
> forem
> > > utilizados em suas formas tradicionais. Quanto a utiliza-las como forma
> de
> > > treinamento físico, é preciso ter muito cuidado. Durante as décadas de
> > > 70/80, utilizou-se muito o uchi-komi como forma de interval training.
> Para
> > > conseguir realizar o maior número de repetições e, "supostamente",
> > atingirem
> > > os objetivos do método de treinamento proposto, sacrificavam a qualidade
> > do
> > > movimento. Considerando-se o número de repetições realizadas, muitas
> > vezes,
> > > percebíamos a automatização de habilidades completamente erradas de
> acordo
> > > com alguns parâmetros biomecânicos básicos.
> > > Quanto a sua visão de que "defender uma didática específica para o judô
> é
> > > defender um estudo que, centrado no judô como conteúdo sistematizado a
> ser
> > > ensinado aos alunos, investigue o processo de transmissão/ assimilação
> > > buscando construir uma técnica específica que oriente o professor de
> > judô
> > > em sua tarefa", concordo. Isso não significa, no entanto, engessar o
> > > processo de ensino-aprendizagem da modalidade, tampouco apontar para a
> > > necessidade de construirmos um método específico para o ensino de cada
> > > modalidade. Pelo que entendi de suas palavras, e fique a vontade para me
> > > corrigir de interpretei errado, o correto seria, partindo de um espectro
> > > geral, identificarmos as especificidades do Judô e aprofundarmos estudos
> > > sobre os métodos de ensino de seus conceitos básicos e técnicas, é isso?
> > >
> > > Um grande abraço.
> > >
> > > Roberto Corrêa.
> > >
> >
> >
> >
> > SAIR DA LISTA: mande msg em branco para
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> > Leia a NETIQUETA das listas do CEV: http://www.cev.org.br/listas/dicas.htm
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> > Seu uso do Yahoo! Grupos é sujeito às regras descritas em:
> http://br.yahoo.com/info/utos.html
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