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PRIVILEGIO SERVIDOR(aposentadoria) Fwd: [confef-L]

To: cevidoso-l@xxxxxxxxxxxxxxxxxx, cevetica-l@xxxxxxxxxxxxxxxxxx, cevleis-l@xxxxxxxxxxxxxxxxxx
Subject: PRIVILEGIO SERVIDOR(aposentadoria) Fwd: [confef-L]
From: "Laércio Elias Pereira" <laercio@xxxxxxxxxx>
Date: Sun, 5 Jan 2003 17:48:12 -0200
psi - espero estar repassando para as listas adequadas - Laercio
------------- Segue mensagem encaminhada -------------
De: "Jorge Steinhilber" <jirist@xxxxxxxxxxxx>
Assunto: [confef-L] PRIVILEGIO SERVIDOR
... 
Especialista nega que servidor tenha privilégio 

Funcionário público contribui proporcionalmente mais 

Jb 5/01/2003

O maior problema do sistema previdenciário do setor público não está no futuro 
e sim no passado. A análise é do especialista em contas públicas Raul 
Velloso e ajuda a entender por que, embora os servidores públicos contribuam 
com percentual significativo do seu salário para a aposentadoria, o rombo 
das contas não pára de crescer. 

A tese de que os servidores não contribuem para ter benefício integral é 
questionável. Quem se aposenta pelo INSS não recebe mais do que R$ 1,561,56, 
mas durante a vida profissional seu desconto para a previdência fica limitado a 
11% desse valor, mesmo que ganhe dez vezes mais. 

Com os servidores é diferente. Na União, por exemplo, o desconto de 11% incide 
sobre o salário integral, ou seja, quem ganha R$ 6 mil paga R$ 660 para 
a previdência. Levando em conta que o governo - patrão - também deveria 
contribuir no mínimo com o mesmo valor (empresas privadas pagam 20% da 
folha), a alíquota total ficaria entre 22% a 30%. 

Um cálculo atuarial elaborado para o JB pelo superintendente de Desenvolvimento 
de Produtos de Previdência da Sul América, Nelson Brasys, mostra 
que, para garantir uma aposentadoria integral pelas regras adotadas para quem 
ingressou no setor público a partir de 1998 (30 anos de contribuição e 55 
anos de idade), no caso de uma mulher, seria preciso uma contribuição de 21,8% 
do valor do benefício. Para os homens (35 anos de contribuição e 60 de 
idade), o percentual cairia para 12%. 

Os cálculos levam em conta juros de 8,5% ao ano. Comparadas com o desconto 
atual, as projeções indicam que o problema não está na alíquota. 

- O grande problema do setor público não são os novos servidores, e sim a massa 
de pessoas que, depois da Constituição, conseguiu aposentadoria 
integral sem ter contribuído ou tendo pago só sobre o teto do INSS. Essa 
distorção é que precisa ser corrigida com a cobrança de uma contribuição 
adicional dos aposentados e quem ainda vai se aposentar - argumenta Raul 
Velloso. 

O projeto apresentado pelo PT não prevê mudança para quem já é aposentado e 
propõe regras de transição para quem já é servidor, com contagem 
proporcional do tempo trabalhado antes e depois da mudança. 

Velloso também considera fundamental que a previdência passe a cuidar apenas de 
aposentadoria, deixando auxílio a idosos sem renda, 
salário-maternidade e outros para a pasta da Assistência Social, com fonte de 
receita própria. 
....

http://www.cev.org.br/grcev/laercio



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