| Exercícios aeróbicos melhoram a cogniçãode idosos
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| Fonte: Journal of Aging and Physical Activity, 15/01/2001 |
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A uem interessar,
Edmundo de Drummond Alves Junior
Administrador da lista
cevidosos-L
Em 1999, o grupo de pesquisadores do Centro Médico da
Universidade de Duke demonstrou que exercícios aeróbicos são tão efetivos quanto
medicamentos no tratamento da depressão para pessoas na meia-idade e idosos,
agora afirmam que o mesmo programa de exercícios parece melhorar as habilidades
cognitivas desses pacientes.
Foram encontradas melhorias significativas nos processos
mentais mais elevados de memória e das chamadas funções executivas, incluindo-se
o planejamento, a organização e a habilidade de lidar mentalmente com tarefas
intelectuais diferentes ao mesmo tempo.
"O que descobrimos de tão fascinante é que os exercícios
trouxeram efeitos benéficos para áreas específicas do cérebro da função
cognitiva, localizadas nas regiões frontal e pré-frontal do cérebro",diz James
Blumenthal, psicólogo e principal pesquisador do estudo.
Outras funções cognitivas avaliadas - atenção, concentração e
habilidades psicomotoras - não parecem ser afetadas pelo programa de exercícios.
Curiosamente, diferentes regiões do cérebro são responsáveis por estas
habilidades. Os resultados foram publicados na edição de janeiro de Journal
of Aging and Physical Activity.
"Os exercícios podem ser capazes de compensar alguns dos
declínios mentais freqüentemente associados ao processo de envelhecimento. Mais
estudos são necessários não apenas para esclarecer processos mentais específicos
que melhoram com exercícios, mas para entender melhor os mecanismos por detrás
das melhorias", diz Blumenthal. O processo pode ser influenciado pela melhoria
do fluxo de sangue rico em oxigênio a regiões específicas do cérebro.
"Sabemos que, em geral, o exercício melhora a capacidade do
coração em bombear o sangue mais efetivamente, bem como aumenta a capacidade do
sangue em carregar oxigênio. Parece que uma das razões pelas quais os idosos -
especialmente aqueles com hipertensão e doenças das artérias coronárias - tendem
a sofrer algum declínio cognitivo é, em parte, devido à redução do fluxo
sangüíneo ao cérebro.
Logo, com a melhoria da tonificação dos músculos ede sua
função, podem ocorrer efeitos similares no cérebro", complementa.
No estudo original, foram acompanhados 156 pacientes entre 50 e
77 anos de idade, com depressão. Foram aleatoriamente designados a trêsgrupos:
exercícios, medicamentos e a combinação de ambos.
O grupo de exercícios gastava 30 minutos em uma bicicleta
estacionária ou em caminhadas, três vezes por semana. O anti-depressivo
utilizado pelo grupo de medicamentos foi a sertralina (nome comercial Zoloft),
membro de uma classe de anti-depressivos comumente utilizados, conhecidos como
inibidores de reabsorção de serotonina.
Após 16 semanas, todos os grupos apresentaram melhorias
estatisticamente idênticas e significativas nos padrões de medida de depressão,
o que implicava que os exercícios eram tão efetivos quanto os medicamentos no
tratamento da depressão. Os participantes também realizaram uma sériede testes
para medir as habilidades cognitivas antes e 4 meses após o tratamento; foram
medidas habilidades de memória, função executiva, atenção/concentração e
velocidade psicomotora.