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[Cevidoso-L] testes

To: <cevidoso-l@xxxxxxxxxx>
Subject: [Cevidoso-L] testes
From: Edmundo de Drummond Alves Júnior <gefedaj@xxxxxxxxx>
Date: Wed, 13 Sep 2000 13:56:27 -0300
Noticia saida no jornal O globo de 13/09/00
Edmundo
Teste de brasileiro detecta risco de problema de locomoção em idosas

Mariana Timóteo da Costa
Um gráfico simples é capaz de avaliar os riscos que mulheres idosas correm
de desenvolver dificuldades de locomoção. O exame, inédito no mundo, foi
criado pela equipe do geriatra brasileiro Paulo Henrique Chaves na
Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, EUA. O normograma, nome dado ao
gráfico, indica com até 73% de precisão se mulheres com mais de 60 anos
apresentarão disfunções de movimentos num período de 18 meses. Esses
problemas, comuns em idosas, são causados por males como artrite, doenças
cardiovasculares e respiratórias. - O teste mostra os riscos mesmo que
médico e paciente ainda não saibam o que está levando a idosa a caminhar
mais lentamente. Depois de recolher os dados e inserí-los no gráfico, que
contém uma escala, o médico calcula os riscos. A partir daí, ele pode
prescrever o melhor tratamento para prevenir complicações - explica Paulo
Henrique, cujo estudo foi publicado anteontem na revista americana "Archives
of Internal Medicine". Segundo o geriatra, que também é professor da Uerj,
andar, subir escadas ou realizar tarefas domésticas com dificuldade são
sinais evidentes de perda de mobilidade. O mal contribui para o
sedentarismo, o atrofiamento dos músculos e a depressão, problemas que podem
deflagrar diversas outras doenças.

O gráfico é usado após a paciente passar por três testes. No primeiro,
verifica-se quanto tempo ela leva para percorrer um metro. Depois, mede-se o
tempo em que ela consegue permanecer equilibrada em uma das pernas. Em
seguida, a idosa é submetida a um questionário, onde são verificadas as
mudanças sofridas por ela ao longo dos anos, como por exemplo, se demora
mais tempo para subir escadas.

Paulo e sua equipe formularam a escala do gráfico e os testes a partir de
dados recolhidos durante o acompanhamento de 266 mulheres americanas, de 70
a 80 anos, entre 1994 e 1999.





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