Oi, Luiz Carlos
Concordo plenamente com seu texto e que tudo dependerá de cada sujeito.
Posso comentar sobre o mesmo porque além de trabalhar com pessoas idosas na
hidroginástica, também temos um grupo de pessoas reumáticas (nem todos
idosos) e uma equipe de treinamento de Atletismo de pessoas na terceira
idade e idosos (masculino e feminino). Quero dizer com isso que todos são
diferentes, por ex. temos na equipe dois senhores (81 e 80 anos) eles fazem
5.000metros e 3.000metros (o primeiro) e o outro corrida com barreiras,
salto em altura e salto triplo. Só que eles tem um histórico de vida com
atividades desde crianças em uma pesquisa que fiz com esses grupos eles
consideram a atividade física como fazendo parte da vida deles. E é claro
que para um indivíduo com 80 fazer tudo que esses idosos fazem sem um
histórico de atividades físicas ficaria até dificil deixar fazer todas essas
provas do Atletismo. Eles viajam pelo Brasil e pelo exterior a última foi no
Chile fazendo todas essas provas a realização deles é poder viajar e
participar.
Um grande abraço
Sonia
----- Original Message -----
From: Luiz Carlos de Moraes <sgb9@xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx>
To: <cevidoso-l@xxxxxxxxxx>; <cevidoso-l@xxxxxxxxxx>
Sent: Wednesday, September 06, 2000 9:50 AM
Subject: Re: [Cevidoso-L] Re: [Cevidoso-L] musculacão
> Amigos da lista!
> Aí vai mais um artigo de minha autoria falando sobre o assunto já
publicado
> na imprensa petropolitana. Ficam os integrantes à vontade para discordar,
> discutir e ou acrescentar.
>
> A VOLTA POR CIMA
> A atividade física melhora quase tudo na vida do idoso. Mas não basta sair
> por aí malhando de qualquer jeito. Existem regras científicas a serem
> seguidas e respeito ás limitações do tempo. Em primeiro lugar, deve ser
> considerado para quem é o programa. Uma pessoa muito ativa a vida toda, só
> por ter completado 60 anos não quer dizer que de uma hora para outra tenha
> que mudar tudo. Daí, mais uma vez justifica-se a importância das
avaliações
> funcionais.
> Como já comentamos várias vezes, um bom programa de ginástica engloba o
> desenvolvimento de pelo menos três qualidades físicas: a força, a
> capacidade aeróbia e a flexibilidade. A força pode ser desenvolvida com
> treinamento de peso livre ou nos aparelhos de musculação. Os exercícios
com
> pressão no eixo longitudinal ou craniocaudal , devem ser evitados assim
> como a preferência de movimentos deve ser dada aos exercícios na posição
de
> pé. A justificativa está no fato da pressão gravitacional ser maior nos
> discos intervertebrais na posição sentada do que de pé. (nas vértebras
> lombares - sentado 15 Kg / cm2, de pé 10 Kg / cm2 e deitado 7 Km / cm2).
> Os trabalhos isométricos ou que obriguem o bloqueio da respiração também
> não tem muita aceitação porque podem interferir na pressão arterial.
> Os maiores ramos nervosos estimulam os grandes grupos musculares, tais
> como quadríceps, peitorais e dorsais. Por isso, os programas devem conter
> preferencialmente exercícios multiarticulares destinados a esses grupos
com
> métodos alternados por segmentos possibilitando uma recuperação adequada.
> Métodos mais avançados como bombeado, superset, entre outros, só devem ser
> usados se o aluno estiver acostumado a fazer. Não é, necessariamente, a
> idade que vai determinar isso. Quanto às repetições, sugere-se de 8 a 12
> visando aumento da massa magra ou pelo menos evitar a perda, até certo
> ponto, normal à idade.
> Os exercícios com pesos livres levam uma certa vantagem por estimularem
> pequenos músculos que participam na estabilidade do movimento. Entretanto,
> a execução deve ser a mais correta possível para não causar lesão e ou
> desvios posturais. As vantagens das máquinas, que se aperfeiçoam cada vez
> mais, é de proporcionar uma execução correta, mais confortável e mais
> sobrecarga em caso de necessidade e pode-se isolar um grupo muscular
> específico em motor primário. Como a capacidade anaeróbia é, a princípio,
> mais afetada pelo tempo, os exercícios aeróbios têm uma grande aceitação
> com efeito direto na capacidade cardiovascular, prevenção de várias
doenças
> e estímulo às fibras de contração lenta.
> Os exercícios de flexibilidade devem respeitar as limitações do idoso
> valendo muito o bom senso. Métodos como o 3S podem não ser os mais
> indicados. Dor é um sinal de alarme, ou não?
> Mais uma vez é bom lembrar. Qualquer atividade física depende de quem
> pratica, como e há quanto tempo pratica.
> É isso aí moçada da geração saúde! Fazer exercício é bom em qualquer
> idade. Ao idoso representa a independência, a certeza de uma qualidade de
> vida melhor e a possibilidade de um dia, "quem sabe", poder se aposentar
> ainda em plena forma física. É ou não uma boa justificativa?
>
> Referências 1) FLECK Steven J. Fundamentos do Treinamento de Força
Muscular
> - 2ª edição - Porto Alegre - R.S. - Editora Artes Médicas Sul Ltda - 1999.
> 2) McArdle D. William, Fisiologia do Exercício - Energia, Nutrição e
> Desempenho Humano - 4ª edição - Rio de Janeiro R.J. Editora Guanabara
> Koogan S.A. 1998 3) WEINECK, Jürgen. - Biologia do Esporte. Ed. Manole
> Ltda. S.P. 1991.
>
> Um grande abraço
> Moraes
>
> Para Angela
>
> "aplicaria uma avaliação funcional seguida de postural ( por um
> fisioterapeuta")
>
> Por que fisioterapeuta?
>
> "2º faria o teste de carga máxima e iniciaria um trabalho com 50 a 60% da
> carga conseguida por ele nesse teste".
>
> Teste de carga máxima depende do idoso e ainda é muito discutido a sua
> aplicabilidade até mesmo nos mais novos. Se ele for uma pessoa acostuma à
> musculação pode até ter sentido. Entretanto, se for apenas um iniciante a
> tentativa de erro e acerto pode ser mais adequada e na prática é o que tem
> sido feito. Chegou à décima segunda repetição com muita facilidade aumenta
> um pouco mais o peso até que essa última repetição seja feita com uma
certa
> dificuldade desde que a execução não obrigue a respiração bloqueada.
>
> "Penso que o idoso precisa de um trabalho de muitas repetições, portanto,
> com menor peso. Certo ou Errado?"
>
> Depende. Muitas repetições as articulações podem pagar a conta.
> O ideal é não fugir muito do que diz a literatura atual. RML 15 a 20
> repetições. Me corrijam se eu estiver errado.
>
> Um grande abraço Angela e todos os listeiros
> Moraes
>
>
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