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From: Antonio Santos <arrsantos@xxxxxxxxxx>
To: CEVETICA <cevetica-l@xxxxxxxxxxxxxxxxxx>
Sent: Monday, October 20, 2003 11:20 AM
Subject: [cevetica-L] Doping - THG
Dossiers 19-10-2003 - 16h33
Atlestimo pressionado após escândalo causado por esteróide
indetectável
Nova política "antidoping" nos EUA
Duarte Ladeiras
PÚBLICO
O Comité Olímpico dos EUA (USOC) exige colaboração total da Federação
de Atletismo (USATF) na investigação a "uma conspiração envolvendo químicos,
treinadores e certos atletas para desenvolverem um esteróide
'indetectável'", anteontem denunciada pela Agência "Antidoping"
norte-americana (USADA). Se tal não se verificar, a USATF pode perder o
estatuto de utilidade pública e ser substituída por outra instituição. Esta
medida demonstra a mudança na política norte-americana de combate ao
"doping", depois dos vários casos de dopagem camuflada pelo USOC nas duas
últimas décadas e que envolveram atletas de nível mundial, como Carl Lewis.
Nos últimos meses, o desporto norte-americano tem estado sob forte
pressão de instâncias mundiais, como o Comité Olímpico Internacional e a
Agência Mundial Antidopagem, para que os norte-americanos deixem a prática
de esconder testes positivos e a autoridade da USADA seja devidamente
exercida. A "conspiração" agora descoberta representa uma oportunidade única
para a luta contra a dopagem naquele país, a níveis político e científico,
como reconheceu Don Clatin, que trabalha no laboratório da Universidade da
Califórnia, em Los Angeles, e foi responsável pelo desenvolvimento do
controlo à utilização de THG (tetrahidrogestrinona). "Nunca tinha surgido
uma oportunidade como esta. Alguém encontra uma seringa e todos os nossos
especialistas químicos podem-se concentrar num só problema: uma nova
entidade química, nunca vista anteriormente. É como achar uma agulha num
palheiro", afirmou ao "The New York Times"
"Trata-se de um assunto sério e nós abordamo-lo de forma séria",
vincou Bill Martin, presidente interino do Comité Olímpico, anunciando a
nomeação de três oficiais para avaliar a resposta da federação de atletismo,
depois de uma longa reunião entre representantes dos dois organismos. A
USATF tem recusado divulgar os nomes dos atletas cujos controlos positivos
camuflou durante vários anos, mas terá agora apenas um mês para estabelecer
um plano detalhado sobre a forma como vai lidar com os casos de "doping", a
conduta dos atletas e a renovação da imagem da modalidade.
Se a federação de atletismo ceder às pressões externas, será conhecida
a identidade dos atletas que nos últimos meses consumiram THG, uma alteração
molecular da gestrinona realizada por um laboratório californiano, o Bay
Area Laboratory Co-Operative, ou Balco, fundado por Victor Conte. A Balco
produz suplementos nutricionais e acompanha de muito perto atletas de topo
dos EUA, como Kelly White, cujos testes nos últimos Mundiais acusaram
consumo do estimulante modalfinil, e a estrela do basebol Barry Bonds.
Aliás, a casa do treinador pessoal de Bonds e a sede da Balco foram em
Setembro revistadas pelas autoridades sanitárias e de combate aos
narcóticos. Como consequência, foi instaurado um inquérito judicial e White
admitiu fazer parte da lista de notificados para comparecer em São Francisco
perante um Grande Júri Federal.
O caso levou o USOC a ordenar a reavaliação de 350 amostras de urina
recolhidas durante os campeonatos norte-americanos de atletismo, para além
de cem obtidas fora de competição e outras tantas noutras modalidades. A
Agência "Antidoping" dos EUA não quis referir quais os atletas que acusaram
THG, mas fontes ligadas à investigação indicaram à Associated Press que
Kevin Toth, campeão norte-americano do lançamento do peso, é um dos
envolvidos, cuja lista pode incluir profissionais que participaram nos
Mundiais e de outros países. Paul Sakuma/AP
Kevin Toth, campeão do lançamento do peso, é alegadamente um dos
envolvidos
[As partes desta mensagem que não continham texto foram removidas]
Leia sempre a NETIQUETA das listas do CEV:
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