Maurren é suspensa 2 anos por doping
São Paulo - Maurren Higa Maggi está suspensa das
competições por 2 anos, por causa de doping. A análise
da contraprova confirmou a presença da substância
proibida Clostebol Metabolite na urina da atleta,
flagrada durante a disputa do Troféu Brasil de
Atletismo, dia 14 de junho, em São Paulo.
O laboratório Ladetec, do Rio de Janeiro, comunicou a
Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) nesta
terça-feira que a análise da amostra B da urina de
Maurren confirmou o resultado da A e também deu
positivo. Assim, a entidade, seguindo as regras
internacionais da Iaaf, suspendeu a atleta por 2 anos
- ela, inclusive, já não tinha participado do Pan de
São Domingos por conta desse problema.
Agora, Maurren tem 28 dias para pedir que o seu caso
seja julgado pelo Superior Tribunal de Justiça
Desportiva (STJD). Caso ela faça isso e seja
absolvida, a Confederação Brasileira da modalidade se
encarregará de levar o caso para a Associação
Internacional das Federações de Atletismo (IAAF)
julgar.
Se a entidade máxima do atletismo absolver a
brasileira, ela volta a competir antes de cumprir os
dois anos de suspensão. Se não, a própria Maurren, e
não mais a CBAt, pode apelar para a Corte de
Arbitragem do Esporte (CAS), na Suíça. Caso não seja
absolvida pelo STJD, a brasileira pode apelar
diretamente ao órgão suíço.
"Na prática, para nós não muda muita coisa. Ela deve
voltar a treinar com os outros atletas no dia 20 deste
mês", revelou o treinador de Maurren, Nélio Moura. Ele
disse que já sabia do resultado da contraprova: "Desde
o dia em que foi feito o exame já sabíamos que o
resultado dessa amostra B seria o mesmo. Já vi alguns
casos no Brasil de atletas que foram absolvidos, e
outros não. Mas todos esperamos que a Maurren seja
absolvida. Ela vai continuar normalmente treinando
para a Olimpíada de Atenas, no ano que vem."
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